domingo, 28 de julho de 2013

Nova York - 2o dia

Quando estamos muito cansados, a noite passa no que parecem ser 5 minutos. Minha mãe me acordou pontualmente às 7h. Pensei em protestar, em pedir mais meia hora de sono, mas lembrei de que eu estava em Nova York e acordar cedo era exatamente o que eu queria. Isso porque esse seria o único jeito de aproveitar tudo. E dormir tarde, claro. Acho que decidimos fazer os dois, por precaução. Quando abri os olhos e senti meu corpo, tudo da minha cintura para baixo estava dolorido. Mesmo com o ar condicionado ligado, estava com calor. Fiquei preocupada. Se na manhã do segundo dia eu já estava assim, como eu iria agüentar 10? Decidi tomar banho para tentar ganhar forças. Meu cabelo agradeceria, pois ele tinha ficado imundo no dia anterior. Sai do banheiro bem melhor, mas meu pé ainda doía. E não. Não era uma dor boa de "ela só existe porque eu estou em Nova York e isso é muito legal". Era uma dor mesmo - horrível, chata e persistente. Depois de arrumar e pegar o metrô (estávamos usando tanto o subterrâneo que decidimos comprar, por 30 dólares cada, passagens ilimitadas por 7 dias), chegamos ao Lower Manhattan. Lá, resolvemos pegar uma balsa que passaria pela Estátua da Liberdade e pararia na Staten Island. Nós não desceríamos na estátua, mas chegaríamos perto o suficiente para admira-lá e tirarmos boas fotos. No passeio, descobri que aquela paz que eu havia sentido no dia anterior não era quase nada comparada àquela sensação. Enquanto eu olhava para toda a cidade, sentia o vento no meu rosto (o vento de Nova York) e observava o símbolo da liberdade dos Estados Unidos ficando cada vez mais próximo, contornado por um rio de águas claras que, de tempos em tempos, respingavam em mim. Chegamos à ilha, mas não fizemos nada além de esperar pela balsa que retornaria a Manhattan. De volta ao Sul do meu lugar preferido no mundo, começamos a procurar as atrações do roteiro. Passamos por um museu que não estava nos planejamentos, mas que foi muito legal. Era dos índios americanos, o que era até interessante, mas acho que o que eu mais gostei foi do "frio" que estava fazendo lá dentro. Sempre soube que nos Estados Unidos e em diversos lugares do mundo onde a temperatura atinge níveis muito baixos, nas épocas de inverno, o interior dos ambientes tem um aquecedor. Isso devia ser ótimo para que as pessoas entrassem e não precisassem ficar com seus casacos gigantes enquanto comiam alguma coisa ou conversavam com alguém. Porém, nunca imaginei que isso também funcionava com o calor e que no verão existiria um ar condicionado tão forte em - literalmente - todos os lugares em que entrássemos. Graças a deus esse costume existia. Acho que eu não agüentaria aqueles 40º por muito tempo. Depois do museu, fomos procurar o touro de bronze do Battery Park. Diz a lenda que quem tira uma foto encostando no foucinho do animal terá riqueza pelo resto da vida. Minha mãe, semanas antes, já estava obcecada com ele, mesmo que não acreditasse nessas superstições. O encontramos ao avistar uma fila grande de pessoas. Ao chegar mais perto, percebemos que elas estavam do lado direito do touro e que tinha também um fotógrafo na frente dele. Não iríamos de jeito nenhum esperar naquele lugar, então aproveitamos o lado esquerdo - completamente vazio - e tiramos fotos, encostados no corpo dele mesmo. Quem sabe teríamos metade da riqueza? Para mim estava ótimo. Enquanto esperávamos pelo dinheiro que teoricamente cairia do céu, voltamos a aproveitar Nova York. Passamos pela Wall Street, uma rua famosa, pelo que eu ouvi dizer. Lá era muito legal e tinha várias lojinhas. A parte que eu mais gostei foi um mini supermercado que a gente encontrou no caminho, onde compramos alguns biscoitos legais, froot loops (de Nova York!!) e a melhor parte: uma água especial. No Brasil, a encontrei no Verde Mar por 16 reais. Nos Estados Unidos, por menos de 5 dólares cada, avistei uma prateleira cheia delas. Lá estava, escrito repetidas vezes na minha frente: VOSS. Eu tinha que comprar aquela água. Não era possível... Uma água de 16 reais devia ter sido retirada da fonte da juventude. Nem esperei que pagássemos e abri a garrafa para tirar uma foto tomando Voss. Decidi fazer um video, pois o retrato não dizia "retardada" o suficiente. Fiz a melhor cara que pude para não decepcionar minha mãe (quase tão empolgada quanto eu), pois ela tinha o mesmo sabor de qualquer outra água de 1,50. Mas quem liga? No mínimo eu poderia pagar de rica e tomar Voss quando voltasse ao Brasil, pois com certeza eu guardaria a garrafinha. Depois de sairmos do mercadinho, fomos procurar o cubo vermelho que, nada mais era do que um "dado" gigante. Mas minha mãe insistiu que queria vê-lo e, de certa forma, era caminho. Foi bem fácil acha-lo, óbvio. (O que é um pontinho vermelho no meio de 50 mil prédios pretos em NYC?). Tiramos fotos tentando fazer parecer com que estávamos segurando o cubo, ou escorando nele, ou sendo esmagados, etc, mas não tínhamos tanto talento. Parecíamos apenas pessoas com sérios problemas mentais fazendo isso no meio da rua. Olhamos para o relógio, que mostrava que já eram quase 3:30 pm e nos apressamos para chegar ao nosso destino de 4h. A visita ao World Trade Center foi muito triste, embora o lugar era relativamente bonito. Existiam, no lugar que as Torres gêmeas costumavam ocupar, duas piscinas enormes. No contorno de cada uma delas estava gravado o nome de todas as pessoas que morreram no 11/9. Era um memorial e havia muitas pessoas na visita. Descansamos lá um pouco, pois o lugar era todo arborizado e com alguns jardins e fomos andar pelas redondezas. O próximo destino, que eu achei que seria muito chato, pelo nome que tem, era o world financial center. Quando chegamos lá, nem acreditei. Me deparei com um saguão com um teto de vidro por onde o sol entrava, mas a maior parte do calor ficava para fora; era cheio de palmeiras altas e banquinhos espalhados à beirada de cada uma delas. Era um cenário que me lembrava bastante do que seria a Califórnia, o próximo sonho que eu desejava alcançar. Ficamos bastante tempo lá e depois que saímos ainda chegamos à uma praça muito fofa com visão para o East River. Andamos por ela e depois por mais um bom tempo até chegarmos ao Píer 17 que foi, de longe, a melhor parte do dia. Era um porto onde havia várias lojinhas e restaurantes, além de uma área aberta com uma vista maravilhosa. Ficamos passeando um pouco e decidimos comer lá mesmo. Experimentei minha primeira comida chinesa nos Estados Unidos, que era muito boa, apesar de que nenhuma superaria o China In Box do lado da minha casa. Enquanto minha irmã acabava de tomar a sopa sem graça que ela havia escolhido, fui admirar minha cidade. Foi tudo maravilhoso. Peguei o final do pôr do sol no píer e o inicio da noite, quando as luzes começaram a se acender. A vista era linda, estavam fazendo 32 graus e o vento atingia o meu rosto, fazendo uma combinação simplesmente perfeita. Não queria sair de lá nunca mais, ignorando a dor que estava sentindo na perna. Porém, minha mãe me chamou dizendo que teríamos que ir embora. Retornamos pelo mesmo caminho por que viemos e estava passando um filme em uma espécie de cinema ao ar livre na "entrada" do píer. Resolvemos ficar um pouco, o que acabou sendo a sessão inteira. De acordo com meus pais, "Os Caça-Fantasmas" era um clássico e eu deveria assistir. Porém, meu pé estava doendo tanto que eu precisava me sentar. Foi o que eu fiz, no chão mesmo, mas dessa forma as pessoas que estavam em pé - ou até mesmo sentadas nas cadeiras à minha frente -, tampavam metade da tela. Ok, como se eu ligasse para um filme de 40 anos que estava passando em praça pública às 21h da minha quarta-feira. Mas tudo bem, providenciamos um banco um pouco distante o mais rápido possível. Ainda bem que meu pai também estava praticamente morto, eu não queria sofrer sozinha. Quando tudo acabou, resolvemos voltar logo para o hotel, pegando o metrô mais próximo. Foi quando acabou também, o meu segundo dia em Nova York. 


                               

                                



          



                            



2 comentários:

  1. ai, quero conhecer um Píer! :D
    e a Wall Street é o lugar que 'mexe' diretamente com a economia mundial...onde ficam a famosa Bolsa! é o centro financeiro-econômico mais importante, eu diria...que bom q vc foi lá :)

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  2. Sem essa... dormir sempre é bom! Hahahaha OK, em NYC a gente aumenta o peso do tempo acordado, mas ainda é ruim acordar!

    Eu acho que a dor foi por excesso de peso nas pernas... ops, quer dizer, exercício!

    Claro que comprar o passe era melhor... até por que, com o passe do metrô, as vezes vc anda de metrô em uma situação que não andaria por ter que pagar... tem que saber dosar isso, pra também passear - fazer tudo de metrô faz você deixar de ver muita coisa, também!

    Chegou perto pra ver que a estátua é pequena? hahahaha

    Pois é... essas cidades muito grandes sempre ficam muito quentes no verão, não tem jeito... Mas eu peguei friozinho lá, acho que foi legal também! Verão é bom - passeios de bermuda, tudo mais colorido e tal... mas é muito quente hahahaha

    Hahahaha esse touro é feio demais, puts... mas também fui nele... Como havia uma limousine estacionada bem perto, já achei que tinha funcioando! Hahahahaha mas aí ela andou quando cheguei perto! =/

    Froot Loops: ruim em qualquer lugar do mundo! Hahahahahaha

    Verdemar é junto =P

    nossa, como você é foda, hein? Bebeu VOSS... ¬¬ posso ser seu amigo?

    O World Trade Center é pesado mesmo, vish...

    Essas construções com vidro assim, que deixam entrar luz do sol e ainda não ficam quente são muito legais... São métodos de usar essa energia pra resfriar o ambiente, no verão, e esquentar, no inverno!

    Que isso! Ghostbusters é legal demais!!

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