O dia começou muito bem. No café da manhã não tínhamos apenas o pão com queijo, mas também o biscoito que o Eduardo trouxe do Arizona. Ele era tão bom! Era recheado com um sabor de sorvete lá. Chamava Oreo. Será que existe no Brasil? Enfim, comemos e fomos começar o passeio. Seria um dia de despedida. Não de nova york, mas de uma das poucas coisas que eu amo mais do que essa cidade. O vôo do Eduardo estava marcado para às 5:55 pm, então teríamos que chegar ao aeroporto LaGuardia pelo menos às 4:30. Por isso, não queríamos perder tempo. O único plano para o dia era o Museu de Historia Natural, embora não desse para ficar lá tanto quanto eu gostaria. Chegamos bem rápido. Era muito conveniente o museu ser na mesma rua do hotel, apenas 3 avenidas para o leste. Fiquei louca com aquele lugar. Ele era lindo! E enorme! Tiramos várias fotos, mas meu irmão queria que a maioria fosse na máquina dele, que, tenho que admitir, era muito melhor do que a câmera do iPhone. Ficamos um tempo sozinhos, nós dois, pois fomos os únicos que queríamos ver a atração no planetário, que a Ana e o Thiago recomendaram, pois já haviam visto no dia anterior, quando por "acidente" ganharam ingressos para o museu. O show era fantástico, contava a história do Big Bang e do universo de uma maneira muito bonita. Chamava-se Journey to the Stars. Assim que acabou, 30 minutos depois, combinamos de encontrar para almoçar, no museu mesmo. Tinham muitas opções, mas eu, muito saudável que sou, optei pela pizza e eu e minha irmã dividimos uma porção batata frita. Ela é tão gorda quanto eu. Ficamos mais um tempinho andando e chegou a hora de voltar para o hotel, para pegar as malas do Eduardo e ir para o aeroporto. Saímos lá para as 15h, pegamos um metrô e logo em seguida o ônibus M60 que ia direto ao LaGuardia. Ele passava pela ponte para chegar ao Queens, que na verdade não sei bem qual era, mas nunca me canso daquela vista. Chegamos ao aeroporto 16:15 e o embarque começava 17:30, então teríamos esse tempo para nos despedir. Sentamos para conversar e eu acabei convencendo minha mãe de comprar um sorvete que, por "ser muito grande", eu, espontaneamente, claro, dividi com o Eduardo. Ele comia o sabor mais gostoso entre as duas bolas, mas tudo bem. Eu já estava muito feliz só por estar ali com ele. Assim que ele resolveu confirmar o vôo, percebeu que havia tido algum erro lá e ele precisaria embarcar mais cedo. Como eram 17h naquele momento, isso significaria um "agora". Então tinha chegado a hora. Eu sou péssima em despedidas. Deixei para abraçá-lo por último e o assisti enquanto ele entrava por aquelas portas de embarque. Tentei não chorar e, embora tenha conseguido, minha cara de tristeza misturada com saudade passava basicamente a mesma mensagem. Não foi tão ruim quanto quando ele foi para Michigan, afinal ele voltaria para o Brasil em 3 semanas, mas mesmo assim... Foi muito bom estar com ele por um tempinho e eu não sei se estava pronta para estar longe de novo. Mas era assim que seria, independentemente da minha humilde opinião. Não demoramos muito para sair de lá, climas de embarque são muito ruins. Na volta, tivemos a ideia de passar em um lugar que eu queria muito ir, mas não tinha conseguido encaixar no roteiro, pois era muito distante de onde iríamos visitar durante aqueles dias. Porém, uma das estacões do ônibus era praticamente na porta. Estava decidido, então: vamos conhecer a Columbia! Mesmo com um mapa nas mãos, demorei um pouco a achá-la, afinal só conhecia algumas partes de seu interior que apareciam em Gossip Girl. Depois de um tempo, finalmente avistei, com letras gravadas na parede: "Columbia University". Não imaginei que ela fosse tão linda! Lá dentro era enorme e os prédios (que deviam ser as faculdades) com um estilo bem antigo. De cara imagiei como seria bom estudar lá, mas lembrei também de como deveria ser absurdamente caro e absurdamente impossíve conseguir uma bolsa. Entramos, incusive, em uma das salas e aquilo tudo era muito legal. Eu queria ficar o dia inteiro fazendo um tour pela campus, tínhamos que voltar ao hotel para tomar banho e arrumar para o show de jazz. Estava marcado para às 21h30, então poderíamos ir com calma se saíssemos aquele horário. Chegamos lá às 21h e nos deparamos com uma fila com outras várias pessoas que, assim como nós, haviam feito reserva. Ficar em pé com aquele salto era bem desconfortável, mas foi até rápido. Contrariando nossas preocupações, pegamos o lugar que, para mim, era o melhor. Nossa mesa era do lado direito do palco, com uma vista maravilhosa do final do central Park, da Columbus Circle e de toda Nova York. Fizemos os pedidos e eu tive que tomar um refrigerante, enquanto meus pais, a Ana e o Thiago dividiam um coquetel que, de acordo com eles, era delicioso. Eu, com meu hambúrguer e um baldinho - literalmente - de batata frita, apreciava a música. Descobri que os caras eram realmente muito bons depois que o Thiago me fez reparar nos "dons" de cada um. Um deles tocava piano, o outro saxofone, o terceiro contrabaixo e por último, um na bateria. Estava tudo muito bom, mas eu realmente estava morta de sono, então lá para as 23h eu não agüentei mais, apoiei na mesa e dormi. Os aplausos me acordavam de tempos em tempos, mas eu voltava aos meus sonhos em 5 segundos, sem problemas. Umas 23h30 fomos embora e voltamos para o hotel de metrô. Tirar o salto e deitar na cama deve ter sido a melhor sensação do dia. Meu pé estava doendo tanto... Dormi rápido, mas com um certo aperto no coração. Tudo bem, os 21 dias não demorariam tanto assim a passar, mas com certeza os próximos 5 passariam voando!
sábado, 10 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Nova York - 5o dia
No dia mais importante de todos, ela resolveu não me chamar. Mas não fez diferença, uma vez que eu estava tão ansiosa que acordei sozinha. Nem tomei banho. Saí da cama em um pulo às 7:20 e troquei de roupa com pressa, pois na noite anterior minha mãe disse que queria sair do hotel às 7:30. Reclamei bastante, alegando que seria muito cedo e ela apenas falou que se eu quisesse ela iria sem mim. Pensei que ela estivesse brincando e fui dormir. Para minha surpresa, era sério. Fiquei um pouco chateada e, se eu não tivesse acordado naquele horário e ela realmente me deixasse para trás, ficaria arrasada. Porém, deu relativamente tudo certo. Tomamos café juntas, com calma até. Saímos pouco depois de 8:00 e pegamos o metrô, como sempre. Contudo, dessa vez, deixamos a Ana e o Thiago, que preferiram dormir por mais um tempo. Descemos na estação onde pegaríamos um ônibus. Ainda tínhamos que comprar passagens para o M60, que nos levaria ao aeroporto La Guardia. Com algumas confusões, saímos de lá às 8:40, percebendo que estávamos atrasados. O ônibus demorou pouco mais de 45 minutos, já que tinha que cruzar a ponte e atravessar boa parte do Queens. Começamos a ficar aflitos. Tínhamos que ter chegado ao aeroporto às 8:30, mas não imaginávamos que fosse tão longe. Será que daria tudo certo? Tinha que dar. Agradeci pela invenção do celular e esperei que minha mãe fizesse a ligação. Combinamos de nos encontrar com ele no Check-in da Delta. Ficamos o que pareceram anos procurando-o no meio da multidão, mas constatamos que ele não estava ali. Pedi informações para um cara que trabalhava lá e descobrimos que havia outro local para o Check-In, no terminal C, no prédio ao lado. Nem sei se lembrei de agradecê-lo ou se apenas saí andando euforicamente em direção ao lugar que ele havia mencionado. Não era muito longe e estávamos quase correndo, então não demorou muito. Resolvi pedir informação novamente para achar logo. Eu não agüentava mais aquela ansiedade. Descobri que era no andar de cima e avistei uma escada rolante, pela qual subi apressada. Olhei para os lados e de repente o vi. Depois de 11 meses, finalmente eu poderia dar um abraço no meu irmão. Saí correndo o mais rápido que consegui, enquanto ele tirava os fones de ouvido, e assim que o alcancei, pulei em seu pescoço. Ele estava exatamente como eu lembrava, apenas com roupas mais formais, que contou serem devido ao estágio do qual ele havia vindo. Ficamos abraçados por um bom tempo, e eu lutava comigo mesma para não chorar. Provavelmente, ele lutava consigo para respirar, de tanto que eu devia estar o esmagando. Resolvi deixar meu pai matar a saudade também, que foi quando minha mãe nos alcançou e se juntou à nossa pequena celebração. Meus pais o ajudaram com as malas, já eu apenas agarrei o braço direito dele e seguimos em direção à saída do aeroporto. Pegaríamos o mesmo ônibus M60 para retornarmos a Manhattan. Com mais algumas confusões chegamos ao nosso destino e resolvemos ir de taxi até o hotel. Adorei a idéia. Estava louca para andar de taxi em Nova York. Não demorou muito e nós estávamos lá. Para minha surpresa, a Ana estava acordada e ainda não eram nem 11h!! Planejávamos visitar o Met, que meu irmão não conheceu em sua última ida a NYC, mas com o atraso, decidimos passear no Central Park e andar um pouco pela 5th Avenue. Passamos por um lugar lindo que eu ainda não tinha visto. Ainda sentíamos calor, mas a temperatura estava muito mais agradável do que nos dias anteriores. Quando chegamos a uma fonte que estava mais ou menos na metade do caminho (sabíamos disso porque o Eduardo usava o GPS do celular novo o tempo inteiro), imaginei se poderia ser A fonte que eu tanto queria ver, mas logo percebi que não era. Continuamos a andar e, pouco depois, avistei um lugar familiar. Ao chegar mais perto, descendo as escadas, lá estava ela! A fonte da abertura de Friends!! Corri para tirar muitas fotos. Ela era maravilhosa. E enorme. Ao observar com mais cuidado, reconheci a cena do último episódio de Gossip Girl, em que todos se reúnem para celebrar o casamento da Blair e do Chuck. Eu estava adorando, além de estar em Nova York, poder me sentir dentro dos meus seriados preferidos. Ao atravessarmos o resto do parque, seguimos para o Sul. Tínhamos uma reserva marcada no restaurante Sardi's as 15:30 e era para lá que estávamos indo. Porém, ele ficava na Times Square, então teríamos que voltar para o lado oeste, como se estivéssemos cruzando o parque novamente, e descer várias ruas. Era longe, mas eu estava amando cada segundo, já que enquanto isso eu desfrutava da quinta avenida e da companhia do meu irmão. Ele, por sua vez, morria de calor, comigo ainda agarrada em um dos braços. O passeio estava ótimo e não demoramos a achar o restaurante. Semanas antes eu coloquei o Sardi's na programação. O processo era o seguinte: Uma pessoa famosa fazia uma refeição e teria sua caricatura pendurada na parede. Em seguida ela a autografava. Eu o conheci a partir e um episódio de Glee filmado em NYC, e desde então tive vontade de visitá-lo. Lá era exatamente como era retratado na série e em várias fotos que eu havia visto. A comida também era muito boa, mas a melhor parte foi a sobremesa. Eu, minha mãe e minha irmã escolhemos algo, enquanto os homens se voluntariaram para dividir conosco. Claro que adoramos a idéia. Eu pedi um cheesecake, minha mãe pediu um creme brulée que eu também estava louca pra experimentar e a Ana pediu uma outra coisa lá. Os doces eram cada um melhor do que o outro, e eu fiquei muito feliz de poder provar essas comidas que não existem no Brasil. Saímos do "almoço" umas 17:30 e fomos passear pela Times. Pouco tempo depois, meus pais lembraram que não tinham levado os ingressos do musical, pois acharam que iríamos voltar ao hotel mais tarde. Porém, aquilo não faria o menor sentido, pois perderíamos muito tempo. Então, eles foram buscá-los, enquanto eu, meus irmãos e o Thiago fomos passear. Tivemos a idéia de visitar o Rockefeller Center, com o qual eu já estava apaixonada e o Eduardo também não conhecia. Eu poderia aproveitar para mostrar uma certa lojinha... Uma que eu tinha vontade de colocar na mala e levar para casa. No caminho, começou a chover! Já que não tomaríamos banho e iríamos à Broadway assistir ao Rei Leão algumas horas mais tarde, não tinha a menor possibilidade de podermos nos molhar. Nos escondemos debaixo de alguns lugares, mas a chuva estava fraca e não demorou a passar, então pudemos continuar nosso caminho sem muita demora. O Rockefeller estava, como sempre, lindo, e meu irmão parecia estar gostando. Mostrei pra ele a NBC e ele já aproveitou para comprar uma caneca e uns copinhos de House. Eu o entendia. Aquela loja tem este poder - Ninguém consegue ir embora de mãos vazias. Eram mais ou menos 19h quando saímos de lá. Resolvemos comprar alguma coisa para comer, porque depois do musical - que acabaria umas 23h - iríamos voltar direto para o hotel. Compramos alguns lanches na Starbucks e fomos para a Times Square encontrar meus pais. Tínhamos combinado 19:40 e chegamos na hora certa! Uhul. Eles chegaram uns 5 minutos depois com nossos ingressos e nós resolvemos entrar logo. Eu estava tão ansiosa! E plenamente feliz. Assim que o espetáculo começou, ou melhor, assim que a primeira pessoa cantou a primeira nota musical, já estávamos sem palavras! Era uma música tão linda e tão bem apresentada que dava vontade de chorar. Os animais eram tão realistas que você quase esquecia que eram pessoas controlando-os. Eles realmente eram artistas. Tive também a oportunidade de descobrir um vício do meu irmão do qual eu ainda não tinha conhecimento. Ele sabia todas as falas dos personagens! Eram as mesmas do filme e chegava a ser irritante o tanto que ele sabia. Era exatamente por isto que eu estava adorando - me lembrava dos velhos tempos. Bom, o show foi maravilhoso (e eu estava morrendo de inveja das crianças que deviam ter uns 8 anos saberem cantar bem melhor do que eu), mas logo acabou e tivemos que ir embora. Sim, mais um final de dia. Teria que me despedir de Nova York em pouco tempo e agora levando para casa mais uma série de lembranças, na esperança, apenas, de conhecer as próximas.
sábado, 3 de agosto de 2013
Nova York - 4o dia
Meus olhos demoraram a se abrir. Eu amo tanto Nova York... Mas aquela cama estava me atraindo. Ouvi minha mãe se arrumando e enrolei o máximo que pude para ela não perceber que eu também já estava acordada. Porém, eu teria que levantar logo se quisesse lavar o cabelo. Acabei o banho o mais rápido que pude e tomei café com a mesma pressa. Hoje, o Brooklyn me esperava e eu queria aproveitá-lo bastante. A Ana e o Thiago seguiriam caminhos diferentes, então fomos só nós três. Quem dera tivéssemos forças para atravessar a ponte... Pegamos o metrô mesmo. Descemos em Brooklyn Heights e começamos a andar por lá. Queríamos chegar ao Brooklyn Bridge Park, que ficava no "litoral", mas acabamos indo na direção oposta, o que nos levou a um outro parque, chamado Columbus, que era lindo. Na hora já planejei morar naquela região, para correr ali de manhã, todo os dias. Enfim, quando descobrimos que estávamos no lugar errado, voltamos em direção aonde tínhamos vindo. Reconheci o "parque" (caminho com um mísero resquício de vegetação) de vários episódios de Gossip Girl. De lá dava para ver os Piers de Manhattan e eu logo lembrei de quando fomos ao Píer 17 e de como aquela vista era ainda mais linda no pôr do sol. Ficamos sentados em um dos banquinhos por uns 2 minutos para admirar a vista e logo fomos embora, pois não tinha mais nada para se fazer. Fomos para o Norte, uma região chamada Dumbo e apenas passeamos por lá. Eu queria seguir pela Water St para achar a casa do Dan (um personagem de GG), mas demoramos muito para encontrar a rua e quando finalmente dobramos a esquina e nos entramos nela, o primeiro número que avistei foi o 4 - o Dan morava no 455. Minha força de vontade não é tão grande assim. Além disso, a Water st era muito feia, parecia um beco abandonado. Desisti da minha idéia e fomos conhecer mais um pouco do Dumbo. Lá era cheio de barzinhos e lojinhas, mas eu também não achei muito bonito. Entramos em um bar para tomar água (gelada) e pedir informações. Eu sempre fui péssima nisso. Sempre que viajávamos pelo Brasil ou até mesmo em um bairro que não conhecíamos, os meus pais paravam em um posto de gasolina para perguntar como se chegava em algum lugar. Já no inicio da explicação eu me perdia e deixava que meu pai entendesse o que a pessoa estava falando. Eu sempre fui completamente inútil nesse quesito. Porém, sendo a única que falava e entendia inglês, em Nova York eu era a encarregada de "saber para onde ir". Isso era até bem legal, mas na maioria das vezes muita responsabilidade para mim e eu nem sempre acertava. No Brooklyn, ainda bem, deu tudo certo e nós conseguimos achar a estação de metrô mais próxima que continha a linha laranja, que nos levaria à Coney Island. O caminho foi maravilhoso, pois o metrô não era subterrâneo, então conseguíamos ver o bairro e toda sua beleza. Não iríamos brincar no parque de diversões, nem nadar na praia que existiam lá, mas queríamos conhecer o Aquário. Ele era no calçadão, então: 1) acabamos visitando a praia de qualquer jeito; 2) vimos o parque bem de perto. O mar estava cheio. Se eu morasse lá, provavelmente estaria junto daquelas pessoas, pois estava absurdamente quente. No aquário, o ar condicionado fazia com que conseguíssemos respirar uma substância muito mais parecida com oxigênio. Lá era bonitinho. Porém, a parte realmente legal foi ver um show que estava para começar quando chegamos. Se me lembro bem, era de graça, pois pagamos pela entrada no aquário. Adorei o leão marinho que fazia as "apresentações". Ele era lindo e chegava do nosso lado em algumas partes. Durou mais ou menos meia hora e no final estávamos quase todos pulando naquelas piscinas, já que o show era em um espaço aberto. Ou seja, nada de oxigênio. Depois disso, ficamos um tempo na parte interna do aquário para ver os peixes com calma. Eu estava quase gritando com aquelas crianças que ficavam batendo no vidro, socando o vidro, pulando no vidro, quase quebrando a droga do vidro. Mas me contive, esperando que algum segurança chegasse e fizesse isso ele mesmo. Antes de ir embora, provamos um sorvete de bolinha que eu e minha mãe queríamos experimentar. Ele era muito mais fofo do que gostoso, para falar a verdade. Valeu a intenção, mas minha vontade por um sorvete - de verdade - não diminuiu. A próxima parada, pegando novamente o metrô, era o Prospect Park, de onde seguiríamos para o jardim botânico e o Grand Army Plaza. Porém, não tínhamos idéia de quão grande era aquele parque. Inclusive, ficamos perdidos lá dentro. Em volta, ele era lindo, com caminhos ora de terra, ora de cimento mesmo e várias árvores. Já no interior, tudo que se via era um enorme espaço com nada além de grama. Meus pensamentos eram: 1) nunca senti tanto calor na minha vida, acho que vou desmaiar a qualquer momento; 2) Com alguns pares de gols e o desenho dos limites das áreas, esse lugar viraria uma série de campos de futebol. Tínhamos que cruzar o parque para chegar ao jardim botânico, mas demoramos tanto que desistimos da idéia e apenas tentamos achar a saída que dava para o Grand Army. Quando finalmente conseguimos, tiramos algumas fotos da praça, que era muito bonita e cenário de alguns filmes e pegamos um metrô para voltar a Manhattan. Eram umas 4h da tarde e o meu plano era chegar à Times Square e comprar um ingresso para um musical, que eles vendem em promoção, apenas para o mesmo dia. Tinham descontos de 20, 30, 40 e até 50%! Deu tudo certo e conseguimos comprar para Cinderella, às 20h - 40%. Eu estava pulando de alegria. Ainda no Brasil, tive que escolher apenas 1 musical, pelo qual pagaríamos o preço original, para que pudéssemos ter certeza de que conseguiríamos ingressos para todos. Eu estava na dúvida se preferia ver Cinderella ou O Rei Leão, mas como não seria só eu, mas minha família inteira que iria assistir, tive que escolher a 2a opção. Porém, agora seria apenas eu e minha mãe, e ainda por cima com desconto, então não ficou tão caro assim e eu poderia ver os dois musicais que eu tanto queria! Corremos para o hotel para tomar banho e arrumar, pois tínhamos - só - 3 horas! Voltamos à Times Square umas 19h20 e ficamos passeando. Pouca coisa para fazer é que não era. Quando deu 19h40, nos separamos do meu pai, que tinha ido também para ficar por lá, fazer algumas compras e depois voltar conosco para o hotel, e entramos no teatro. Tudo lá era maravilhoso: o piso, o teto, as escadas, os lustres, o banheiro e enfim, o palco, as cadeiras, os nossos lugares, os efeitos, as músicas, os cantores, a história! Não podíamos tirar fotos, nem filmar, mas se pudéssemos eu teria gravado o espetáculo inteiro. É realmente indescritível. Dava vontade de ver um a cada noite. Quando acabou, nos encontramos com meu pai em uma Starbuck e voltamos ao hotel. Nesta noite, meus sonhos eram voltados para músicas, princesas, felizes para sempre... Nova York.
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