Meus olhos demoraram a se abrir. Eu amo tanto Nova York... Mas aquela cama estava me atraindo. Ouvi minha mãe se arrumando e enrolei o máximo que pude para ela não perceber que eu também já estava acordada. Porém, eu teria que levantar logo se quisesse lavar o cabelo. Acabei o banho o mais rápido que pude e tomei café com a mesma pressa. Hoje, o Brooklyn me esperava e eu queria aproveitá-lo bastante. A Ana e o Thiago seguiriam caminhos diferentes, então fomos só nós três. Quem dera tivéssemos forças para atravessar a ponte... Pegamos o metrô mesmo. Descemos em Brooklyn Heights e começamos a andar por lá. Queríamos chegar ao Brooklyn Bridge Park, que ficava no "litoral", mas acabamos indo na direção oposta, o que nos levou a um outro parque, chamado Columbus, que era lindo. Na hora já planejei morar naquela região, para correr ali de manhã, todo os dias. Enfim, quando descobrimos que estávamos no lugar errado, voltamos em direção aonde tínhamos vindo. Reconheci o "parque" (caminho com um mísero resquício de vegetação) de vários episódios de Gossip Girl. De lá dava para ver os Piers de Manhattan e eu logo lembrei de quando fomos ao Píer 17 e de como aquela vista era ainda mais linda no pôr do sol. Ficamos sentados em um dos banquinhos por uns 2 minutos para admirar a vista e logo fomos embora, pois não tinha mais nada para se fazer. Fomos para o Norte, uma região chamada Dumbo e apenas passeamos por lá. Eu queria seguir pela Water St para achar a casa do Dan (um personagem de GG), mas demoramos muito para encontrar a rua e quando finalmente dobramos a esquina e nos entramos nela, o primeiro número que avistei foi o 4 - o Dan morava no 455. Minha força de vontade não é tão grande assim. Além disso, a Water st era muito feia, parecia um beco abandonado. Desisti da minha idéia e fomos conhecer mais um pouco do Dumbo. Lá era cheio de barzinhos e lojinhas, mas eu também não achei muito bonito. Entramos em um bar para tomar água (gelada) e pedir informações. Eu sempre fui péssima nisso. Sempre que viajávamos pelo Brasil ou até mesmo em um bairro que não conhecíamos, os meus pais paravam em um posto de gasolina para perguntar como se chegava em algum lugar. Já no inicio da explicação eu me perdia e deixava que meu pai entendesse o que a pessoa estava falando. Eu sempre fui completamente inútil nesse quesito. Porém, sendo a única que falava e entendia inglês, em Nova York eu era a encarregada de "saber para onde ir". Isso era até bem legal, mas na maioria das vezes muita responsabilidade para mim e eu nem sempre acertava. No Brooklyn, ainda bem, deu tudo certo e nós conseguimos achar a estação de metrô mais próxima que continha a linha laranja, que nos levaria à Coney Island. O caminho foi maravilhoso, pois o metrô não era subterrâneo, então conseguíamos ver o bairro e toda sua beleza. Não iríamos brincar no parque de diversões, nem nadar na praia que existiam lá, mas queríamos conhecer o Aquário. Ele era no calçadão, então: 1) acabamos visitando a praia de qualquer jeito; 2) vimos o parque bem de perto. O mar estava cheio. Se eu morasse lá, provavelmente estaria junto daquelas pessoas, pois estava absurdamente quente. No aquário, o ar condicionado fazia com que conseguíssemos respirar uma substância muito mais parecida com oxigênio. Lá era bonitinho. Porém, a parte realmente legal foi ver um show que estava para começar quando chegamos. Se me lembro bem, era de graça, pois pagamos pela entrada no aquário. Adorei o leão marinho que fazia as "apresentações". Ele era lindo e chegava do nosso lado em algumas partes. Durou mais ou menos meia hora e no final estávamos quase todos pulando naquelas piscinas, já que o show era em um espaço aberto. Ou seja, nada de oxigênio. Depois disso, ficamos um tempo na parte interna do aquário para ver os peixes com calma. Eu estava quase gritando com aquelas crianças que ficavam batendo no vidro, socando o vidro, pulando no vidro, quase quebrando a droga do vidro. Mas me contive, esperando que algum segurança chegasse e fizesse isso ele mesmo. Antes de ir embora, provamos um sorvete de bolinha que eu e minha mãe queríamos experimentar. Ele era muito mais fofo do que gostoso, para falar a verdade. Valeu a intenção, mas minha vontade por um sorvete - de verdade - não diminuiu. A próxima parada, pegando novamente o metrô, era o Prospect Park, de onde seguiríamos para o jardim botânico e o Grand Army Plaza. Porém, não tínhamos idéia de quão grande era aquele parque. Inclusive, ficamos perdidos lá dentro. Em volta, ele era lindo, com caminhos ora de terra, ora de cimento mesmo e várias árvores. Já no interior, tudo que se via era um enorme espaço com nada além de grama. Meus pensamentos eram: 1) nunca senti tanto calor na minha vida, acho que vou desmaiar a qualquer momento; 2) Com alguns pares de gols e o desenho dos limites das áreas, esse lugar viraria uma série de campos de futebol. Tínhamos que cruzar o parque para chegar ao jardim botânico, mas demoramos tanto que desistimos da idéia e apenas tentamos achar a saída que dava para o Grand Army. Quando finalmente conseguimos, tiramos algumas fotos da praça, que era muito bonita e cenário de alguns filmes e pegamos um metrô para voltar a Manhattan. Eram umas 4h da tarde e o meu plano era chegar à Times Square e comprar um ingresso para um musical, que eles vendem em promoção, apenas para o mesmo dia. Tinham descontos de 20, 30, 40 e até 50%! Deu tudo certo e conseguimos comprar para Cinderella, às 20h - 40%. Eu estava pulando de alegria. Ainda no Brasil, tive que escolher apenas 1 musical, pelo qual pagaríamos o preço original, para que pudéssemos ter certeza de que conseguiríamos ingressos para todos. Eu estava na dúvida se preferia ver Cinderella ou O Rei Leão, mas como não seria só eu, mas minha família inteira que iria assistir, tive que escolher a 2a opção. Porém, agora seria apenas eu e minha mãe, e ainda por cima com desconto, então não ficou tão caro assim e eu poderia ver os dois musicais que eu tanto queria! Corremos para o hotel para tomar banho e arrumar, pois tínhamos - só - 3 horas! Voltamos à Times Square umas 19h20 e ficamos passeando. Pouca coisa para fazer é que não era. Quando deu 19h40, nos separamos do meu pai, que tinha ido também para ficar por lá, fazer algumas compras e depois voltar conosco para o hotel, e entramos no teatro. Tudo lá era maravilhoso: o piso, o teto, as escadas, os lustres, o banheiro e enfim, o palco, as cadeiras, os nossos lugares, os efeitos, as músicas, os cantores, a história! Não podíamos tirar fotos, nem filmar, mas se pudéssemos eu teria gravado o espetáculo inteiro. É realmente indescritível. Dava vontade de ver um a cada noite. Quando acabou, nos encontramos com meu pai em uma Starbuck e voltamos ao hotel. Nesta noite, meus sonhos eram voltados para músicas, princesas, felizes para sempre... Nova York.
Cinderella!!!♥ O meu filme preferido (seria o top da lista da Fani) é o Ever After! perfeita a história...sempre me faz sonhar...dia lindo esse tb!
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