sábado, 10 de agosto de 2013

Nova York - 6o dia

O dia começou muito bem. No café da manhã não tínhamos apenas o pão com queijo, mas também o biscoito que o Eduardo trouxe do Arizona. Ele era tão bom! Era recheado com um sabor de sorvete lá. Chamava Oreo. Será que existe no Brasil? Enfim, comemos e fomos começar o passeio. Seria um dia de despedida. Não de nova york, mas de uma das poucas coisas que eu amo mais do que essa cidade. O vôo do Eduardo estava marcado para às 5:55 pm, então teríamos que chegar ao aeroporto LaGuardia pelo menos às 4:30. Por isso, não queríamos perder tempo. O único plano para o dia era o Museu de Historia Natural, embora não desse para ficar lá tanto quanto eu gostaria. Chegamos bem rápido. Era muito conveniente o museu ser na mesma rua do hotel, apenas 3 avenidas para o leste. Fiquei louca com aquele lugar. Ele era lindo! E enorme! Tiramos várias fotos, mas meu irmão queria que a maioria fosse na máquina dele, que, tenho que admitir, era muito melhor do que a câmera do iPhone. Ficamos um tempo sozinhos, nós dois, pois fomos os únicos que queríamos ver a atração no planetário, que a Ana e o Thiago recomendaram, pois já haviam visto no dia anterior, quando por "acidente" ganharam ingressos para o museu. O show era fantástico, contava a história do Big Bang e do universo de uma maneira muito bonita. Chamava-se Journey to the Stars. Assim que acabou, 30 minutos depois, combinamos de encontrar para almoçar, no museu mesmo. Tinham muitas opções, mas eu, muito saudável que sou, optei pela pizza e eu e minha irmã dividimos uma  porção batata frita. Ela é tão gorda quanto eu. Ficamos mais um tempinho andando e chegou a hora de voltar para o hotel, para pegar as malas do Eduardo e ir para o aeroporto. Saímos lá para as 15h, pegamos um metrô e logo em seguida o ônibus M60 que ia direto ao LaGuardia. Ele passava pela ponte para chegar ao Queens, que na verdade não sei bem qual era, mas nunca me canso daquela vista.  Chegamos ao aeroporto 16:15 e o embarque começava 17:30, então teríamos esse tempo para nos despedir. Sentamos para conversar e eu acabei convencendo minha mãe de comprar um sorvete que, por "ser muito grande", eu, espontaneamente, claro, dividi com o Eduardo. Ele comia o sabor mais gostoso entre as duas bolas, mas tudo bem. Eu já estava muito feliz só por estar ali com ele. Assim que ele resolveu confirmar o vôo, percebeu que havia tido algum erro lá e ele precisaria embarcar mais cedo. Como eram 17h naquele momento, isso significaria um "agora". Então tinha chegado a hora. Eu sou péssima em despedidas. Deixei para abraçá-lo por último e o assisti enquanto ele entrava por aquelas portas de embarque. Tentei não chorar e, embora tenha conseguido, minha cara de tristeza misturada com saudade passava basicamente a mesma mensagem. Não foi tão ruim quanto quando ele foi para Michigan, afinal ele voltaria para o Brasil em 3 semanas, mas mesmo assim... Foi muito bom estar com ele por um tempinho e eu não sei se estava pronta para estar longe de novo. Mas era assim que seria, independentemente da minha humilde opinião. Não demoramos muito para sair de lá, climas de embarque são muito ruins. Na volta, tivemos a ideia de passar em um lugar que eu queria muito ir, mas não tinha conseguido encaixar no roteiro, pois era muito distante de onde iríamos visitar durante aqueles dias. Porém, uma das estacões do ônibus era praticamente na porta. Estava decidido, então: vamos conhecer a Columbia! Mesmo com um mapa nas mãos, demorei um pouco a achá-la, afinal só conhecia algumas partes de seu interior que apareciam em Gossip Girl. Depois de um tempo, finalmente avistei, com letras gravadas na parede: "Columbia University". Não imaginei que ela fosse tão linda! Lá dentro era enorme e os prédios (que deviam ser as faculdades) com um estilo bem antigo. De cara imagiei como seria bom estudar lá, mas lembrei também de como deveria ser absurdamente caro e absurdamente impossíve conseguir uma bolsa. Entramos, incusive, em uma das salas e aquilo tudo era muito legal. Eu queria ficar o dia inteiro fazendo um tour pela campus, tínhamos que voltar ao hotel para tomar banho e arrumar para o show de jazz. Estava marcado para às 21h30, então poderíamos ir com calma se saíssemos aquele horário. Chegamos lá às 21h e nos deparamos com uma fila com outras várias pessoas que, assim como nós, haviam feito reserva. Ficar em pé com aquele salto era bem desconfortável, mas foi até rápido. Contrariando nossas preocupações, pegamos o lugar que, para mim, era o melhor. Nossa mesa era do lado direito do palco, com uma vista maravilhosa do final do central Park, da Columbus Circle e de toda Nova York. Fizemos os pedidos e eu tive que tomar um refrigerante, enquanto meus pais, a Ana e o Thiago dividiam um coquetel que, de acordo com eles, era delicioso. Eu, com meu hambúrguer e um baldinho - literalmente - de batata frita, apreciava a música. Descobri que os caras eram realmente muito bons depois que o Thiago me fez reparar nos "dons" de cada um. Um deles tocava piano, o outro saxofone, o terceiro contrabaixo e por último, um na bateria. Estava tudo muito bom, mas eu realmente estava morta de sono, então lá para as 23h eu não agüentei mais, apoiei na mesa e dormi. Os aplausos me acordavam de tempos em tempos, mas eu voltava aos meus sonhos em 5 segundos, sem problemas. Umas 23h30 fomos embora e voltamos para o hotel de metrô. Tirar o salto e deitar na cama deve ter sido a melhor sensação do dia. Meu pé estava doendo tanto... Dormi rápido, mas com um certo aperto no coração. Tudo bem, os 21 dias não demorariam tanto assim a passar, mas com certeza os próximos 5 passariam voando!





Um comentário:

  1. adorei a descrição! dá p ver exatamente as sensações e tal...e as fotos da Columbia? :) to adorando o bloguinho!

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