segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nova York - 3o dia

"Ai". Foi a primeira coisa em que eu pensei. E a segunda. Na verdade foi a única coisa que conseguiu alcançar meus pensamentos a cada passo que dei até o banheiro. Tomar banho poderia ajudar, mas a dor não sumiria como uma mágica. Queria poder dizer que eu superaria e que nada estragaria meus preciosos dias, mas estava doendo muito. E com certeza acabaria com alguma porcentagem da minha felicidade. Porém, não havia mais nada que eu pudesse fazer, além de arrumar para sair. Isso porque "sair" significava conhecer cara a cara a cidade que há tanto tempo ocupava minha mente. Eu sempre tive uma visão muito bonita de Nova York, o que impulsionou meu sonho, mas, ao vivo, tudo era 1000 vezes mais bonito. Tomei banho, o que realmente diminuiu boa parte do sofrimento, e tomamos café. Tínhamos descoberto, já no dia anterior, uma padaria ao lado do hotel, onde começamos a comprar pão, queijo, sucos e.. Só. Era essa a nossa refeição. Esquentávamos no microondas do quarto (como não tínhamos prato, usávamos o papel da sacola das compras - elite BH). O nosso destino de hoje era Midtown. Não pegamos o metrô, o que poderia até não ter sido uma grande idéia, mas valeu a pena, pois passamos pelo Central Park. Acho que não existe no mundo algum lugar mais lindo do que esse parque. As árvores são altas, com folhas perfeitamente verdes, atravessadas por raios de sol que deixam uma sombra no caminho por onde passamos. Os lagos, de águas limpas, fazem um reflexo da cidade, desmanchado quando as pessoas passam por cima em suas canoas. E as pontes deixam tudo mais mágico, dando a impressão de que aquele cenário foi retirado de um conto de fadas, em que você é a mais linda de todas as princesas. Entre passos, suspiros e fotos, atravessamos o parque. Meu pai queria nos levar à loja da Apple, onde todos ficamos loucos. Por fora, ela era toda de vidro, enfeitada com uma grande maçã branca que parecia estar flutuando. Descemos as escadas e nos encontramos rodeados por milhões de iPads, iPhones, iMacs, iPods, etc. Ficamos um tempo lá, enquanto o dinheiro continuou guardadinho na carteira. Claro que eu, desastrada que sou, tive que ativar o alarme de um iPod, o que fez com que todas as pessoas olhassem em minha direção. Menos o vendedor, óbvio, que demorou anos pra chegar lá. Para ir embora, subimos o elevador, o que eu estava doida pra fazer, pois ele também era de vidro, em uma forma cilíndrica. Tinha até fila, apesar de ser apenas 1 andar e ter uma escada a exatos 2 passos de distância. Como eu falei, ele era muito legal. Mal deixamos a loja da Apple e entramos em uma outra ao lado, dessa vez de brinquedos. Porém, tudo que eu consegui enxergar foi a enorme seção de doces no fundo. Eles eram absurdamente caros, mas eu consegui convencer minha mãe a colocar uns 100g de balas no saquinho (o que correspondia a mais ou menos 2 centímetros de altura). Coloquei de tudo um pouco, uma vez que "pouco" significava 1 exemplar. O que mais me chamou atenção foi a world's largest gummy bear. Ela era realmente gigante, precisaríamos de dias para comê-la. Mas eu, infelizmente, não tive a oportunidade de tentar. Saí da FAO com apenas meu saquinho e fomos, enfim, ao 1o destino do meu roteiro. Andamos, andamos e chegamos. Meu coração novamente parou ao chegarmos ao saguão principal do Grand Central Terminal. Estaria eu com uma irritante fixação ao pensar que aquele era o lugar onde Gossip Girl havia começado? "Someone saw Serena getting of the train at grand central!" Tive que tirar uma foto onde alguém tirou uma foto dela. Quando meus pais conseguiram me arrastar para fora de lá, fomos até a First Avenue, para conhecer a famosa ONU. A caminhada pareceu uma eternidade, pois estava muito quente. Lá era muito bonito, com bandeiras de vários países, que rodeavam a grande entrada que seguia para um prédio alto. Eu estava contando os segundos para poder entrar e encontrar um ar condicionado, mas para nossa incrível sorte, só poderíamos se tivéssemos agendado uma visita guiada. Aproveitamos uma humilde sombra por alguns minutos e até pensamos em pegar um taxi, mas resolvemos andar mesmo, parar em algum lugar e almoçar de uma vez. O restaurante que escolhemos era bem simples, mas pelo menos deu pra descansar um pouco e acumular algumas energias. Nossa próxima parada seria o Rockefeller Center, mas no caminho passaríamos por alguns lugares que eu queria conhecer, como o Palace Hotel e o Waldorf Astoria. Este era bem bonito, mas não teve a menor graça; aquele estava fechado para reforma, o que me deixou meio chateada, mas logo seguimos em frente. O Rockefeller era muito legal. Tinha uma parte exterior onde havia uma espécie de restaurante, mas quando eu pedi à moça para entrar e tirar foto ela respondeu que lá era privado e não eram permitidas as fotografias. (???) ok né. Entramos em um dos prédios e mais uma vez a temperatura já me deixou feliz. Ficamos passeando um pouco lá dentro e descobrimos a existência do chamado Top of the Rock, em que subimos até o terraço e temos uma visão da cidade por quanto tempo quisermos. Compramos os ingressos e nos separamos da minha irmã, combinando de nos encontrar às 7:40 pm. Enquanto isso, eu e meus pais faríamos nossa própria programação e ela, provavelmente, faria compras. O lugar que eu mais queria ver era a NBC Experience, localizada em 30 Rockefeller Plaza. Foi muito fácil achá-la. Assim que entrei, meus olhos brilharam. Minha vontade era comprar tudo lá! Eram camisetas, canecas, chaveiros, almofadas de várias séries. Uma das primeiras seções era a de Friends e eu fiquei louca!! Pena que as coisas eram caras, senão eu realmente teria esvaziado aquele lugar. Avisei minha mãe que eu tinha que ter pelo menos algumas lembranças. Voltei para a entrada, onde outra coisa me chamou atenção: uma cadeira. Não era uma simples cadeira, mas a de The Voice, com direito a apertar o botão e ler "I WANT YOU". Ao lado ainda havia camisetas do Adam, da Shakira, do Usher e do Blake com diferentes frases. Aquela loja era perfeita. Comprei alguns chaveiros, mas depois eu voltaria lá e levaria mais coisas. Foi muito difícil sair, mas vi que estava na hora. Tínhamos que conhecer o Bryant Park, rapidamente, e depois visitar a Times Square para pegar nossos ingressos para o musical do Rei Leão que iríamos no sábado. Deu pra ir com calma. O parque era lindo, e a Times mágica como sempre, porém aquela visão do Top of the Rock superou todas as minhas expectativas. Ficamos lá por quase 2 horas, mas pareceram minutos. O sol se pôs e a cidade, até então clara, ficou iluminada. Eu não conseguia parar de tirar fotos e fazer vídeos, para marcar as diferenças de tempos em tempos. A cada segundo que se passava, tudo ficava ainda mais lindo. Aquela Nova York maravilhosa de filmes e séries realmente existia, e estava ali, ao meu alcance, ainda mais bonita do que eu esperava que fosse. Quando finalmente voltamos ao hotel, eu me arrumei para dormir o mais rápido que pude e apenas desmaiei na cama, imaginando se o próximo dia também seria assim tão bom.














                                


3 comentários:

  1. puts... tenho que começar a ler logo!
    Hahahaha

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  2. esse predio da foto é o Empire? que legal Alice! mas a resolução ficou meio baixa, tem mais fotos? adorei ler os relatos, vc leva jeito pra coisa :D

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