quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Nova York - 5o dia

No dia mais importante de todos, ela resolveu não me chamar. Mas não fez diferença, uma vez que eu estava tão ansiosa que acordei sozinha. Nem tomei banho. Saí da cama em um pulo às 7:20 e troquei de roupa com pressa, pois na noite anterior minha mãe disse que queria sair do hotel às 7:30. Reclamei bastante, alegando que seria muito cedo e ela apenas falou que se eu quisesse ela iria sem mim. Pensei que ela estivesse brincando e fui dormir. Para minha surpresa, era sério. Fiquei um pouco chateada e, se eu não tivesse acordado naquele horário e ela realmente me deixasse para trás, ficaria arrasada. Porém, deu relativamente tudo certo. Tomamos café juntas, com calma até. Saímos pouco depois de 8:00 e pegamos o metrô, como sempre. Contudo, dessa vez, deixamos a Ana e o Thiago, que preferiram dormir por mais um tempo. Descemos na estação onde pegaríamos um ônibus. Ainda tínhamos que comprar passagens para o M60, que nos levaria ao aeroporto La Guardia. Com algumas confusões, saímos de lá às 8:40, percebendo que estávamos atrasados. O ônibus demorou pouco mais de 45 minutos, já que tinha que cruzar a ponte e atravessar boa parte do Queens. Começamos a ficar aflitos. Tínhamos que ter chegado ao aeroporto às 8:30, mas não imaginávamos que fosse tão longe. Será que daria tudo certo? Tinha que dar. Agradeci pela invenção do celular e esperei que minha mãe fizesse a ligação. Combinamos de nos encontrar com ele no Check-in da Delta. Ficamos o que pareceram anos procurando-o no meio da multidão, mas constatamos que ele não estava ali. Pedi informações para um cara que trabalhava lá e descobrimos que havia outro local para o Check-In, no terminal C, no prédio ao lado. Nem sei se lembrei de agradecê-lo ou se apenas saí andando euforicamente em direção ao lugar que ele havia mencionado. Não era muito longe e estávamos quase correndo, então não demorou muito. Resolvi pedir informação novamente para achar logo. Eu não agüentava mais aquela ansiedade. Descobri que era no andar de cima e avistei uma escada rolante, pela qual subi apressada. Olhei para os lados e de repente o vi. Depois de 11 meses, finalmente eu poderia dar um abraço no meu irmão. Saí correndo o mais rápido que consegui, enquanto ele tirava os fones de ouvido, e assim que o alcancei, pulei em seu pescoço. Ele estava exatamente como eu lembrava, apenas com roupas mais formais, que contou serem devido ao estágio do qual ele havia vindo. Ficamos abraçados por um bom tempo, e eu lutava comigo mesma para não chorar. Provavelmente, ele lutava consigo para respirar, de tanto que eu devia estar o esmagando. Resolvi deixar meu pai matar a saudade também, que foi quando minha mãe nos alcançou e se juntou à nossa pequena celebração. Meus pais o ajudaram com as malas, já eu apenas agarrei o braço direito dele e seguimos em direção à saída do aeroporto. Pegaríamos o mesmo ônibus M60 para retornarmos a Manhattan. Com mais algumas confusões chegamos ao nosso destino e resolvemos ir de taxi até o hotel. Adorei a idéia. Estava louca para andar de taxi em Nova York. Não demorou muito e nós estávamos lá. Para minha surpresa, a Ana estava acordada e ainda não eram nem 11h!! Planejávamos visitar o Met, que meu irmão não conheceu em sua última ida a NYC, mas com o atraso, decidimos passear no Central Park e andar um pouco pela 5th Avenue. Passamos por um lugar lindo que eu ainda não tinha visto. Ainda sentíamos calor, mas a temperatura estava muito mais agradável do que nos dias anteriores. Quando chegamos a uma fonte que estava mais ou menos na metade do caminho (sabíamos disso porque o Eduardo usava o GPS do celular novo o tempo inteiro), imaginei se poderia ser A fonte que eu tanto queria ver, mas logo percebi que não era. Continuamos a andar e, pouco depois, avistei um lugar familiar. Ao chegar mais perto, descendo as escadas, lá estava ela! A fonte da abertura de Friends!! Corri para tirar muitas fotos. Ela era maravilhosa. E enorme. Ao observar com mais cuidado, reconheci a cena do último episódio de Gossip Girl, em que todos se reúnem para celebrar o casamento da Blair e do Chuck. Eu estava adorando, além de estar em Nova York, poder me sentir dentro dos meus seriados preferidos. Ao atravessarmos o resto do parque, seguimos para o Sul. Tínhamos uma reserva marcada no restaurante Sardi's as 15:30 e era para lá que estávamos indo. Porém, ele ficava na Times Square, então teríamos que voltar para o lado oeste, como se estivéssemos cruzando o parque novamente, e descer várias ruas. Era longe, mas eu estava amando cada segundo, já que enquanto isso eu desfrutava da quinta avenida e da companhia do meu irmão. Ele, por sua vez, morria de calor, comigo ainda agarrada em um dos braços. O passeio estava ótimo e não demoramos a achar o restaurante. Semanas antes eu coloquei o Sardi's na programação. O processo era o seguinte: Uma pessoa famosa fazia uma refeição e teria sua caricatura pendurada na parede. Em seguida ela a autografava. Eu  o conheci a partir e um episódio de Glee filmado em NYC, e desde então tive vontade de visitá-lo. Lá era exatamente como era retratado na série e em várias fotos que eu havia visto. A comida também era muito boa, mas a melhor parte foi a sobremesa. Eu, minha mãe e minha irmã escolhemos algo, enquanto os homens se voluntariaram para dividir conosco. Claro que adoramos a idéia. Eu pedi um cheesecake, minha mãe pediu um creme brulée que eu também estava louca pra experimentar e a Ana pediu uma outra coisa lá. Os doces eram cada um melhor do que o outro, e eu fiquei muito feliz de poder provar essas comidas que não existem no Brasil. Saímos do "almoço" umas 17:30 e fomos passear pela Times. Pouco tempo depois, meus pais lembraram que não tinham levado os ingressos do musical, pois acharam que iríamos voltar ao hotel mais tarde. Porém, aquilo não faria o menor sentido, pois perderíamos muito tempo. Então, eles foram buscá-los, enquanto eu, meus irmãos e o Thiago fomos passear. Tivemos a idéia de visitar o Rockefeller Center, com o qual eu já estava apaixonada e o Eduardo também não conhecia. Eu poderia aproveitar para mostrar uma certa lojinha... Uma que eu tinha vontade de colocar na mala e levar para casa. No caminho, começou a chover! Já que não tomaríamos banho e iríamos à Broadway assistir ao Rei Leão algumas horas mais tarde, não tinha a menor possibilidade de podermos nos molhar. Nos escondemos debaixo de alguns lugares, mas a chuva estava fraca e não demorou a passar, então pudemos continuar nosso caminho sem muita demora. O Rockefeller estava, como sempre, lindo, e meu irmão parecia estar gostando. Mostrei pra ele a NBC e ele já aproveitou para comprar uma caneca e uns copinhos de House. Eu o entendia. Aquela loja tem este poder - Ninguém consegue ir embora de mãos vazias. Eram mais ou menos 19h quando saímos de lá. Resolvemos comprar alguma coisa para comer, porque depois do musical - que acabaria umas 23h - iríamos voltar direto para o hotel. Compramos alguns lanches na Starbucks e fomos para a Times Square encontrar meus pais. Tínhamos combinado 19:40 e chegamos na hora certa! Uhul. Eles chegaram uns 5 minutos depois com nossos ingressos e nós resolvemos entrar logo. Eu estava tão ansiosa! E plenamente feliz. Assim que o espetáculo começou, ou melhor, assim que a primeira pessoa cantou a primeira nota musical, já estávamos sem palavras! Era uma música tão linda e tão bem apresentada que dava vontade de chorar. Os animais eram tão realistas que você quase esquecia que eram pessoas controlando-os. Eles realmente eram artistas. Tive também a oportunidade de descobrir um vício do meu irmão do qual eu ainda não tinha conhecimento. Ele sabia todas as falas dos personagens! Eram as mesmas do filme e chegava a ser irritante o tanto que ele sabia. Era exatamente por isto que eu estava adorando - me lembrava dos velhos tempos. Bom, o show foi maravilhoso (e eu estava morrendo de inveja das crianças que deviam ter uns 8 anos saberem cantar bem melhor do que eu), mas logo acabou e tivemos que ir embora. Sim, mais um final de dia. Teria que me despedir de Nova York em pouco tempo e agora levando para casa mais uma série de lembranças, na esperança, apenas, de conhecer as próximas. 



                


                                     
                            

2 comentários:

  1. gostei desse dia tb! agora to super curiosa p ver esses lugares tb! O Rei Leão é especial...Alice, vc tá escrevendo bem pacas :) Supimpa isso ^^

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